O preço que um prazo pode cobrar
- Tudo Sobre Pós-graduação

- 13 de jul.
- 2 min de leitura
Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso.
Quando um artigo precisa ser entregue, quando a qualificação está chegando ou quando a dissertação entra na reta final, a tendência é acreditar que o único objetivo é cumprir o prazo. E, muitas vezes, ele é cumprido.
Mas quase ninguém faz a pergunta que realmente importa.
O que ficou pelo caminho?
Talvez tenha sido um almoço em família. Um fim de semana de descanso. Uma viagem que foi adiada. Algumas noites de sono. Ou simplesmente a tranquilidade de passar um domingo sem sentir culpa por não estar produzindo.
O curioso é que, na maioria das vezes, não é o prazo que rouba esses momentos.
É a falta de planejamento.
Quando uma tarefa vai sendo empurrada por semanas, ela não desaparece. Ela apenas se acumula. E chega um momento em que só existe uma saída: abrir mão de alguma coisa para conseguir terminar a tempo.
O problema é que isso acontece uma vez. Depois outra. E outra.
Sem perceber, você começa a tratar como normal viver sempre correndo, sempre cansado e sempre com a sensação de que existe alguma entrega mais importante do que o presente.
A vida acadêmica sempre terá prazos. Isso não vai mudar.
O que pode mudar é a forma como você chega até eles.
Planejamento não serve para fazer você trabalhar mais. Serve para diminuir a quantidade de urgências desnecessárias. Serve para distribuir melhor o trabalho ao longo do tempo. Serve para que um prazo deixe de ser um período de sobrevivência e volte a ser apenas uma etapa do processo.
Nenhum sistema de organização elimina o esforço que uma pesquisa exige.
Mas um bom planejamento pode evitar que cada nova entrega custe um pedaço da sua vida.
Porque, no fim das contas, o objetivo nunca deveria ser apenas entregar no prazo.
Também deveria ser chegar até ele sem precisar abrir mão de tudo o que faz a vida valer a pena.




