Os ciclos de um professor/pesquisador

Um professor/pesquisador, que também é um orientador, está envolvido basicamente em dois ciclos: o primeiro ciclo são das atividades docentes e o segundo ciclo são das atividades de pesquisa. Aqui estão ignoradas as atividades burocráticas (secretarias, pró-reitorias, etc). O primeiro ciclo não diz respeito aos pós-graduandos, são as disciplinas ofertadas na graduação e pós-graduação pelo professor. Deixemos em off. O segundo ciclo sim, relaciona-se diretamente com mestrandos e doutorandos. A primeira coisa a ser observada é que neste ciclo não consta uma etapa relacionada a “formação de pós-graduandos”. E isso tem consequências. O “ciclo pesquisador” têm 4 etapas: escrever um projeto de pesquisa, captar recursos para realizar a pesquisa, desenvolver a pesquisa e publicar os resultados desta pesquisa. Retorno ao ponto “escrever um projeto de pesquisa”. A lógica envolvida no segundo ciclo são duas palavras simples “publique ou pereça”. Sem publicar o “ciclo pesquisador” está danificado. Parece obvio que nenhum pesquisador deixará que isso ocorra. E onde um pós-graduando entra nessa história? Na mesma lógica “publique ou pereça”. Orientadores auxiliam neste percurso, como numa autoestrada em que placas sinalizam (orientam) o caminho, mas o motorista é você! Sacou? Quando optamos por uma pós-graduação (mestrado e doutorado) não temos muita ideia de onde estamos entrando, não sabemos “quem” é o orientador, o tipo de pesquisa que vamos fazer e onde ela vai chegar, as vezes não sabemos nem mesmo o que é pesquisa. Talvez essas sejam algumas das fontes dentre tantos problemas que temos visto relacionados a pós-graduação. Não estou aqui falando se é bom ou ruim, certo ou errado, justo ou injusto, humano ou desumano, mas sim, jogando luz numa realidade muitas vezes desconhecidas por nós mesmo.

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